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Em revival de emoção dos anos 80, Fla bate o Galo por 3 a 1 e pula para 3º lugar


Petkovic faz gol olímpico, Maldonado marca o primeiro com camisa rubro-negra e Adriano decide no fim. Atlético cai para 4º na tabela

GLOBOESPORTE.COM
Belo Horizonte
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Pode ter faltado a técnica mais refinada dos tempos de Zico e Reinaldo. Mas a partida teve outros ingredientes de um revival dos anos 80 - com o adicional de um gol olímpico. Atlético-MG e Flamengo repetiram a forte tensão da bela rivalidade e, sobretudo, a emoção. E diante de um Mineirão lotado, mas não na totalidade dos 64.800 ingressos vendidos - pouco mais de 1.000 ficaram nas mãos dos cambistas -, a equipe rubro-negra obteve vitória importante na luta pelo título brasileiro ou por vaga na Libertadores.



O triunfo por 3 a 1 - gols de Petkovic, Maldonado e Adriano, com Ricardinho marcando o do time mineiro - faz o time ultrapassar o Galo na tabela. Agora com 57 pontos, está em terceiro lugar na tabela. O Atlético-MG, com a derrota, cai para o quarto lugar, com 56.pontos.





Gol olímpico esfria pressão



Foi um primeiro tempo em que, se faltaram muitas chances de gol, sobrou tensão e emoção, como os grandes jogos decisivos. O Galo começou a partida como esperava a sua torcida: pressionando o Flamengo em seu próprio campo. E com Diego Tardelli com apetite de gol: logo aos dois minutos, ele bateu pela meia-esquerda, só que fraco, para a defesa de Bruno. O camisa 9 atleticano se deslocava pela esquerda, pela direita, procurando as jogadas individuais. Fazia a alegria da massa atleticana.



Do lado rubro-negro, a ordem era cadenciar o jogo e buscar os contra-ataques. A peça-chave nesse esquema era Petkovic. E foi o camisa 43 quem iniciou a boa jogada que resultou no gol do Flamengo. Ele lançou Zé Roberto pela esquerda. O atacante ganhou na velocidade e bateu para Carini mandar a escanteio pela esquerda. Do lado que o sérvio mais gosta de bater. Não deu outra. Aos nove minutos, ele cobrou cirurgicamente, no primeiro pau, entre Thiago Feltri e Carini, marcando o seu segundo gol olímpico neste Campeonato Brasileiro.



O gol esfriou o ímpeto do Atlético, que sentiu o baque. E deu ao Flamengo a chance de respirar. Mas não muito. Apesar de perseguido de perto ora por Aírton (na maioria das vezes), ora por Maldonado, Ricardinho conseguiu iniciar uma boa jogada de perigo para o Galo. Aos 15 minutos, ele tocou pela direita para Carlos Alberto, que foi à linha de fundo e centrou para Éder Luís bater, mas . Bruno, seguro, defendeu.



Dificuldades



O grande problema do Galo é que Ricardinho ficava praticamente só na armação das jogadas. Correa, que se movimentava bem, tentava, mas não tinha a mesma precisão nos lançamentos. Com o meio da área congestionado pela boa marcação do Fla, o jeito era buscar as duas laterais.



Se Ricardinho estava só na armação do Galo, do lado rubro-negro era Adriano quem parecia mais isolado com o esquema de contra-ataques. Bem marcado, o camisa 10 teve poucas chances de aparecer. Como aos 17 minutos, numa tabela iniciada por Petkovic que o Imperador concluiu de cabeça, para fora. Lance que pareceu ser o último do sérvio ainda em forma: a alegria pelo gol transformou-se logo em drama. Durante toda a primeira etapa, o jogador de 37 anos pôs várias vezes a mão na parte posterior da coxa e passou a poupar-se.



Com muitos erros de passes dos dois lados, eram poucas as chances de gol numa partida cada vez mais tensa. O Fla seguia cadenciando o jogo e buscando o toque de bola, mas quando partia para o contra-ataque, explorava a velocidade de Zé Roberto pela esquerda. Do lado direito, o time esbarrava no seu maior roubador de bolas. Willians pegava, mas devolvia para o adversário.



Maldonado amplia para o Fla



O tempo passava. A torcida do Galo já não estava mais calada. E aos 30 minutos, por pouco comemorou o empate. Em bola roubada no meio-campo, Correa lançou Tardelli. Bruno saiu e bicou para frente, mas a bola chegou aos pés de Éder Luís, que no entantou não aproveitou a chance e encobriu mal o goleiro, batendo para fora.



Para piorar a situação, aos 39 minutos, Maldonado roubou uma bola no meio-campo, foi à frente e, em jogada individual, cortou Werley e bateu no cantinho, à direita de Carini, sem defesa: 2 a 0 Flamengo. A pequena torcida rubro-negra, que já cantava após o primeiro gol, fez um carnaval no Mineirão.



A torcida do Galo perdeu a paciência no último lance de gol no primeiro tempo. Em falha de Ronaldo Angelim pelo lado esquerdo, Éder Luís roubou a bola e tocou para Correa bater livre, com Bruno batido, por cima. E o Flamengo foi para o intervalo com vantagem de dois gols.



Reação do Galo



Duas preocupações atormentavam as torcidas. O que faria Celso Roth para fazer o Galo virar a partida e, do lado rubro-negro, como estariam as condições de Petkovic para o segundo tempo. O sérvio voltou, e o técnico atleticano pôs Evandro no lugar de Renan. Mandou o Galo para o ataque e, logo aos quatro minutos, o time diminuiu o placar: Thiago Feltri centrou pela esquerda, Evandro desviou de cabeça para Ricardinho escorar, com o pé direito.



A partir daí, a torcida do Galo acordou. A pressão aumentou. A tensão também. Com Petkovic apagado, o contra-ataque rubro-negro só funcionou aos 15 minutos, em jogada individual de Zé Roberto pela esquerda. Ele passou por Jonílson, Carlos Alberto e Werley, mas bateu para fora. Pouco depois, o time perdeu Aírton. Entrou Toró. Aos 22, ele participou de jogada em que Zé Roberto quase ampliou. Carini fez boa defesa,



Imperador decide



Petkovic saiu para a entrada de Fierro. Era lá e cá. Aos 25, Evandro, de virada, quase empatou. A essa altura, o Galo já tinha Rentería no lugar de Éder Luís no ataque. E Celso Roth pôs Serginho no lugar de Correa. O Flamengo pareceu mais desarmado do que o Galo com as mudanças. Aos 29, em bola roubada na altura da meia-lua, Tardelli rolou para Ricardinho, que bateu para fora.



Bem marcado, sumido da partida, Adriano apareceu bem aos 32 minutos, quando, em jogada individual, teve a chance de ampliar o marcador, mas bateu em cima de Carini. Era a premiere do que o Imperador aprontaria. Aos 36, após belo centro de Fierro, que entrou bem na partida, o camisa 10 rubro-negro escorou de cabeça, aproveitando falha de Carini na saída do gol. A bola ainda tocou em Benitez antes de estufar as redes.



A partir daí, a torcida do Galo ficou muda. A rubro-negra canta "Poeira" e outras para comemorar. Os dois clubes seguem na busca do título. Mas o rubro-negro, com uma motivação a mais.











Ficha técnica:




ATLÉTICO-MG 1 x 3 FLAMENGO
Carini, Carlos Alberto, Pedro Benítez, Werley e Thiago Feltri; Jonílson, Renan (Evandro), Correa (Sérginho) e Ricardinho; Éder Luís (Rentería) e Diego Tardelli . Bruno, Leo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Maldonado, Aírton (Toró), Willians e Petkovic (Fierro); Zé Roberto (Wellinton) e Adriano.
Técnico: Celso Roth. Técnico: Andrade.
Gols: Petkovic, aos nove minutos, e Maldonado, aos 39. No segundo tempo, Ricardinho, aos quatro minutos, e Adriano, aos 36.
Cartões amarelos: Evandro (Atlético-MG) e Juan e Bruno (Flamengo). Cartão vermelho:
Estádio: Mineirão. Data: 08/11/2009. Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva. Auxiliares: Roberto Braatz (RJ) e Altemir Hausmann (RS).

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