
Mezenga Nelas!
Um jovem rubro-negro, um dia, voltou de mais uma noite no Maracanã. Mas aquela noite foi especial, jamais imaginara ver o pai chorando num estádio de futebol. Pois ele viu e chorou também. Aliás, choraram abraçados. Curiosamente, não choraram por uma vitória, por um empate ou por uma derrota. Não havia titulo ou classificação em jogo. Tratava-se de um amistoso. E naquela noite de janeiro de 1990, ele, o jovem rubro-negro, descobriu pra sempre que acontecesse o que acontecesse, ninguém seria maior do que o Flamengo.
Ao abrir há pouco a internet, li que o Adriano estava vetado para a partida de domingo. Aprofundei-me um pouquinho mais e li também que há versões desencontradas para a queimadura no pé esquerdo. Acidente doméstico ou irresponsabilidade do atacante que pegou carona numa moto. Tanto faz. Tanto faz inclusive que o Adriano não jogue. Quer saber mesmo, tanto faz até que ele continue ou não na próxima temporada. Eu não vou deixar de ser Flamengo se o time perder o jogo e o campeonato. Então, muito menos, vou perder o meu tempo, discutindo se o cara vai ser desfalque. Dane-se ele. Domingo estarei em Campinas vendo “O” Flamengo jogar. Vendo “O” time que um dia me fez campeão do mundo. Vendo “O” time que um dia me fez ficar abraçado ao meu pai, chorando num amistoso.
Eu vi o Zico jogar. Eu fui à despedida dele. Eu chorei com o meu pai. Eu vou à Campinas e quer saber…vamos ganhar e mostrar que aquela camisa rubro-negra tem um poder inigualável. Que por noventa minutos, Nunes, Baltazar, Bebeto e Gaúcho estejam ao lado de Bruno Mezenga que por alguma razão ainda está no elenco. Talvez tenha chegado o dia de todas as perguntas sobre ele serem respondidas. Tô louco? Sou rubro-negro e adoro essa maluquice.
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